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7 Regras para uma boa gravação de CDs
01 Desfragmentar o disco rígido
Dados são gravados num disco de CD-R de forma contínua em trilhas de formato espiral. Em geral os discos CD-R são
gravados a partir de dados armazenados em disco rígido, esses dados (arquivos) em geral são armazenados em disco
de forma fragmentada e quase sempre em locais diversos (não contíguos). Para minimizar o problema de fragmentação
de arquivos no seu disco rígido, experientes usuários costumam rodar o programa "scandisk" e "defrag" uma ou duas
vezes por semana. Usuários experientes em gravações de CD-R bem sucedidas, desfragmentam seus discos
religiosamente.
02 Destinar uma particão exclusiva para gravação
Os discos rígidos estão cada dia mais rápidos e maiores. Alguns usuários profissionais de gravação de CD-R
recomendam reservar uma partição no disco rígido exclusivamente para gravação de dados em CD-R. A partição deve ser
maior que 800 Megas e menor que 1 Gigabyte (FAT 16-cluster 16 Kb), pois partições maiores que 1 Gigabyte utilizam
cluster de 32Kb. Nessa partição deve ser armazenada a imagem "real" (.ISO) do CD-R a ser gravado, imagem essa que
terá num único arquivo todos os dados que serão armazenados no CD-R. Esse procedimento é mais adequado do que
gravar dados direto de uma grande partição do disco rígido na opção "on the fly". Outra vantagem dessa partição
"exclusiva" para gravação é que ela estará sempre "desfragmentada" uma vez que deverá estar sempre vazia.
03 Criar uma imagem real do disco a ser gravado
Quando se grava um disco CD-R, os programas de gravação tipicamente dão duas opções para organizar os dados a
serem gravados, criar uma imagem "real" ou "virtual". A criação de uma imagem "real" favorece o processo de gravação
pois todos os arquivos a serem gravados no CD-R primeiramente serão armazenados em disco num único grande
arquivo (imagem real), enquanto uma imagem "virtual" consiste em uma tabela (índice) dos arquivos a serem gravados,
onde para cada arquivo são armazenadas informações (ponteiros) de onde o arquivo começa e termina no disco. Na
imagem "virtual" você economiza espaço em disco, porém aumenta a possibilidade de erros na gravação (BufferUnder
Run) pois são acrescentadas diversas "pequenas tarefas" durante o processo de transferência de dados do disco rígido
para o CD-R. Uma Imagem "real" é gravada no disco rígido no formato ISO de tal forma que o processo de gravação consiste apenas
em transferir um único "grande arquivo", armazenado em disco em setores adjacentes, o que minimiza o processo de
gravação.
04 Testar antes de gravar
Já ouve um tempo em que ninguém gravava um disco CD-R sem antes fazer um teste de escrita. Nessa época os disco
CD-R custavam US$ 80 cada e o tempo de teste por volta de hora e meia. Hoje em dia, testes podem ser feitos nas
velocidades 2X (40 minutos) ou 4X (20 minutos) e um disco de CD-R custa menos que US$ 2.
Porque testar antes de gravar é importante?
Durante o teste de gravação é verificada a habilidade do seu hardware (disco rígido, controladora SCSI, CPU e gravador
de CD-R) de transferir dados rápido o suficiente para que o "buffer" do gravador não fique vazio durante o processo de
gravação. Quando o teste é bem sucedido a gravação também deverá ser bem sucedida, salvo problemas no mídia
(CD-R) que são muito raros, no gravador (que pode estar desalinhado) ou de equipamento (ex: falta de luz) ou mesmo
interferência vai Rede (quando o equipamento está em rede).
Sempre que possível o teste de gravação deve ser feito para minimizar a perda da mídia de CD-R. Com o preço da mídia
de CD-R abaixo de US$ 2, a tendência é poupar tempo e gravar direto, entretanto, principalmente para novos usuários da
tecnologia, é recomendável testar sempre antes de gravar.
05 Manter estavel o seu sistema
Pode um equipamento estar perfeitamente otimizado, estabilizado e considerado ideal para gravação de CDs? É uma
posição admirável, porém na prática não se verifica. A única exceção à regra é se você puder dedicar um equipamento
exclusivo para a gravação de CDs. A maioria dos usuários da tecnologia de CD-R usa seu equipamento para gravação de
CDs e outras atividades. De fato não é uma idéia tão ruim dedicar um 486 DX4-100 com 32 Mb RAM, disco rígido de 1 Mb
e uma controladora Fast SCSI exclusiva para a gravação de CDs, pode ser mais estável que um micro Pentium 166mhz
com todos os periféricos possíveis.
Entretanto, se você não pode deixar de fazer upgrades no seu sistema operacional, modificar a memória cache, mudar a
memória RAM, instalar uma nova placa de vídeo ou de som, conectar uma nova câmera digital ou adicionar um novo disco
rígido ou outro dispositivo de memória externo, você deve fazer um esforço para voltar atrás quando alguma coisa der
errado. Se ocorrerem problemas você deve voltar atrás até onde o sistema estava estável e funcionando.
O processo de gravação convencional ainda depende de uma configuração "redonda" e a gravação não pode ser
interrompida por outros processos rodando em paralelo, por protetores de tela, etc.
Conforme a orientação de um especialista, usando Windows 95 o processo de gravação é mais estável, quando não se
usa os arquivos Autoexec.bat e Config.sys. A melhor atitude é usar um bom programa de gravação de CDs e quando
mudar a configuração do sistema não gravar nada antes de rodar os testes de performance que acompanham os bons
programas de gravação.
Uma outra sugestão é manter o gravador de CD-R em uma controladora SCSI exclusiva, diferente da que controla os
discos rígidos (se for o caso de se usar discos rígidos SCSI). O gravador de CD-R pode dividir a controladora SCSI com
outro leitor de CD-ROM SCSI, para permitir cópia de CD para CD através do barramento SCSI.
06 Desativar outras aplicação durante o processo de gravação
Usuários windows estão acostumados a rodar em seu computador várias tarefas simultâneamente. Duas teclas
transferem o controle de seu banco de dados para o seu processador de textos ou para a sua aplicação em CD-ROM ou
para o gerenciador de arquivos. Se nenhuma atividade de teclado é notada, um protetor de tela é acionado
automaticamente. Todas essas aplicações concorrentes usam recursos do sistema. Quando o micro está em processo de gravação, seu processador de textos resolve dar um "auto-save" do seu trabalho
corrente, seu protetor de tela repara que não houve atividade de teclado nos últimos 5 minutos e então dispara uma
animação na tela do micro, seu telefone toca e o fax no micro, atende automaticamente a chamada e passa a receber um
fax, cada um desses processos vão requerer acesso ao disco rígido e processos na CPU, exatamente durante o
processo de gravação que não pode ser interrompido, resultado: BufferUnder Run, o buffer do gravador de CD-R fica vazio
e o seu CD-R está perdido. Quando se grava um CD-R nenhum outro processo deve estar ativo ou deve ser ativado
durante o processo de gravação.
07 Identificar e testar seu disco
Depois de uma gravação bem sucedida é hora de identificar o CD-R e identificar corretamente. Muitos usuários novos da
tecnologia, inadvertidamente arruinaram um CD-R bom usando uma caneta esferográfica para identificar o CD, ou
mesmo colando uma etiqueta e em seguida descolando a mesma etiqueta para posicionar melhor. Qualquer dano na
área onde deve ser identificado o CD-R (descascando a proteção na parte superior do CD), ou mesmo arranhando essa
parte superior do CD com uma caneta esferográfica danifica irremediavelmente a mídia. Identificar os discos logo após
serem gravados é um excelente hábito a ser seguido. Use canetas de ponta porosa especiais para "transparências" ou
como já existem hoje, específicas para identificação de CDs. É também uma boa idéia logo após gravar e identificar o
CD-R, esperar um pouco até que o disco fique "frio" e testar para ver se está sendo lido em outro CD-ROM. Se for
identificado que o disco não pode ser lido, é uma boa oportunidade para gravar outro.
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